Vinho quente não dá!

Aro de inox: inscrições que ajudam a chegar à temperatura ideal

Amigos do vinho,
Comento hoje algo que é muito simples, mas que eu em minhas incursões para tentar aprender o melhor jeito de saborear um bom vinho mantive dúvidas por muito tempo. Trata-se da temperatura ideal para os vários tipos de vinho.
Como contei a vocês, foi numa viagem a Buenos Aires que comecei a me interessar pela bebida, meio por acaso, porque um amigo tinha me recomendado tomar “um bom malbec”.
Lembro-me que nos dias daquela viagem fazia bastante frio por lá. E me lembro como se fosse hoje que os garçons que nos atendiam e às vezes nos orientavam repetiam que os vinhos tintos deviam ser tomados à temperatura ambiente – lá costumam dizer, alias, “vino del tiempo”, para ressaltar para o garçom que não querem garrafas resfriadas.
Ali, com o frio, as garrafas vinham com bebida realmente a temperatura agradável. Mas quando voltamos ao Brasil eu percebi que em alguns restaurantes e mesmo em casa o vinho à temperatura ambiente parecia quase morno. Foi numa degustação de uma vinícola brasileira da qual participei cerca de um ano depois que obtive as respostas.
A temperatura ideal para o vinho tinto, que é o que mais consumo, é ao redor de 16 a 17 graus. Para os brancos e rosados, entre 7 e 10 graus é o mais adequado. E isso é obtido facilmente com aquelas pequenas adegas parecidas com geladeirinhas. Ainda não tenho uma, mas estou providenciando. O que já comprei foi um termômetro que ajuda a checar se o nível de temperatura está ok.
Há muitos modelos no mercado e os tradicionais, de enfiar na garrafa, podem custar menos de 10 reais. Preferi um que não invadisse o líquido – embora os especialistas não vejam inconveniente, se ele estiver limpo e seco. O que tenho é uma espécie de tiara larga de inox, termo-sensível que abraça a garrafa na parte mais gorda, onde se concentra a bebida, e indica a temperatura – ele mesmo tem indicações de quanto cada tipo de vinho deve estar resfriado. Paguei em torno de 20 reais. Há outros modelos mais caros, como um que se parece a um relógio, que também envolve a garrafa.
O desafio para quem não adega refrigerada, como eu, é alcançar a temperatura mais adequada. Claro que isso não precisa ser rígido. Mas eu decididamente não gosto de vinho “quente” – a não ser aqueles das festas juninas, que são outra coisa.
Ocorre que não é aconselhável resfriar o vinho abruptamente, principalmente o tinto. Então, é preciso que o local onde os vinhos estejam guardados seja o mais fresco da casa. Porque, daí, mesmo em dias muito quentes, a tendência é que o vinho não passe muito os 20 graus. Nesse caso, levar a garrafa para resfriar na geladeira não agride as propriedades de sabor da bebida.
Tenho usado essa estratégia – os vinhos que guardo ficam dentro de um baú de madeira, encostado uma parede interna da sala de jantar, longe do sol que entra pelas janelas, do calor da cozinha ou de aparelhos eletroeletrônicos. Dessa forma, mesmo em dias quentes, com 20 minutos na geladeira ele alcança os 16 ou 17 graus.
Para os brancos e rosados, é preciso deixar bem mais, claro. Mas nunca uso o esfriamento brusco do freezer, por recomendação do especialista da degustação a que me referi. Ele explicou que há traços do sabor, principalmente nos tintos, que se perdem, se o vinho passar por um choque de temperatura, ou for resfriado demais.
Deixo esta como a minha dica da semana,
Saúde!
Patrício

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