Por que aprender sobre vinho?

Em Buenos Aires, a descobertaO meu interesse por saber sobre vinho nasce simplesmente de uma mudança em meus hábitos de consumo: tenho cada vez mais optado pela bebida, tanto em casa como nos restaurantes.

A caminho dos meus 50 anos e com longa história cervejeira, nem cogitava pedir algo diferente de uma “loira gelada” ao garçom até há alguns anos. Mas logo depois de completar 40, viajei com minha mulher pela segunda vez a Buenos Aires.

Na primeira viagem, dez anos antes, havíamos nos divertido muito, feito todos os programas turísticos, mas tudo regado a cerveja e Coca-Cola. Nos ofereceram vinho, claro, mas como aqui no Brasil, não levávamos em conta.

Dessa vez, no entanto, instigado por um amigo que me havia recomendado provar o “legítimo malbec” argentino, embarquei na onda (mesmo sem saber exatamente do que se tratava), como se cumprindo tabela, da mesma forma como fomos ao show de tango ou comemos um “bife de chorizo”.

E não é que gostei muito? Da quase obrigação turística, eu e minha mulher passamos aquela semana olhando as cartas de vinho, como se conhecêssemos da coisa.

É bem verdade que naqueles dias tomamos só malbec (que descobri, só ali, tratar-se do nome da uva com a qual se fazia o vinho) e sem descuidar do preço. Algo que percebi rapidamente foi que eu me sentia bem melhor tomando duas boas taças de vinho, num almoço ou jantar, do que se tivesse bebido uma cerveja — que me deixa invariavelmente estufado.

De volta a São Paulo, passei a olhar mais interessado as adegas dos supermercados e a comprar uma ou outra garrafa para tomar em casa. Vi que os preços já não eram proibitivos.

Nos restaurantes, os preços ainda altos, me fazem voltar aos braços da “loira” vez ou outra. Mas há a saída dos vinhos em taça ou meia garrafa — que podem ser a dose ideal para uma refeição — sem ter que deixar a carteira na hora da conta. Um mundo novo, que aguça cada vez mais a minha curiosidade sobre o desenvolvimento dessa bebida nobre.

A partir daí, veio também o convite de um amigo para participar de V de Vinho e escrever a respeito de minhas descobertas e desventuras ao tentar descobrir sobre vinho. Este é também o convite que faço a você, caro leitor. Vamos trocar experiências aqui neste espaço.

Não para virar novos “enochatos”, como tantos que vejo soberbos na TV como se empunhassem o cálice sagrado. Mas apenas para poder saborear boas bebidas e a própria cultura que cada garrafa de vinho guarda.

Espero contar com a sua companhia.

Saúde!

Patrício

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3 Respostas to “Por que aprender sobre vinho?”

  1. Gerson Says:

    Olá Gostei do post, estou nessa com você. Abracos Gerson

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